Conheça a tradição do "nhoque da sorte" - Zini Alimentos

Os imigrantes italianos que desembarcaram no Brasil a partir do século 19 trouxeram não apenas uma rica cultura gastronômica, mas também simpatias ligadas ao consumo de seus principais pratos.

É o caso da tradição dos “gnocchi della fortuna”, que, reza a lenda, atraem boa sorte para quem come nhoques no dia 29 de cada mês. No entanto, é necessário seguir alguns passos para cair nas boas graças do destino.

Em uma mesa com número par de pessoas, o afortunado tem de colocar uma nota ou moeda de qualquer valor sob o prato, que deve ter sete nhoques, e escrever seu desejo para o mês em um bilhete. Ao ingerir o terceiro nhoque, é preciso mentalizar o pedido, mas, para garantir a boa sorte, deve-se guardar o dinheiro usado até o dia 29 do mês seguinte.

Algumas variações da tradição ainda dizem que é preciso comer os primeiros sete nhoques de pé, mas todas as versões são unânimes em colocar essa tradicional massa de origem romana como veículo para atrair a boa sorte.

“O ‘Dia do Nhoque‘ foi trazido no final do século 19 pelos imigrantes italianos, que estavam em busca de sorte melhor neste fantástico país. Sorte, que em italiano é chamada de ‘fortuna’, era basicamente entendida como dinheiro no bolso, por isso, a tradição manda conservar a mesma nota de um dia 29 para o dia 29 do próximo mês”, conta Marco Vezzani, CEO da empresa de origem italiana Zini Alimentos.

Tradição e modernidade

O nhoque nasceu há mais de 2 mil anos, durante a época romana, mas inicialmente era feito com farinha, manteiga, ovos e alguma erva aromática. A batata, alimento típico dos Andes peruanos, só apareceria séculos mais tarde, após a chegada de Cristóvão Colombo às Américas.

O formato também mudou ao longo do tempo: em sua origem, o nhoque era cortado em rodelas com um copo, mas, após a incorporação da batata, ganhou a forma em pedaços que se tornaria um clássico da gastronomia italiana.

Desde sua origem, foi um alimento simples, barato e acessível, mas isso não significa que tenha ficado imune a inovações. Rica de sua tradição na Itália, a Zini acaba de lançar uma massa fresca e pronta para consumo chamada Gnocchi Milano, que mantém as características do tradicional nhoque italiano, mas pode ser conservada em temperatura ambiente por até seis meses.

Isso elimina os custos da cadeia de distribuição refrigerada, as despesas de reposição rápida e o desperdício típico de alimentos de vida curta nas prateleiras.

O produto é feito com batatas desidratadas, farinha de trigo para encorpar e sal de cozinha. A novidade chega após a conclusão do investimento em uma linha de produção de última geração por parte da Zini, empresa que tem o “food service” como seu principal mercado.

Com tecnologia italiana, a fabricação é totalmente automatizada e utiliza vapor em elevada temperatura e gerado por biomassa, eliminando o uso de combustíveis fósseis, para a cocção dos nhoques. “É uma homenagem à origem da Zini Brasil e também à cidade que simboliza o progresso industrial na Itália”, diz Vezzani, em referência a Milão, berço da Zini.

“Pode parecer surpreendente falar de inovação tecnológica em um produto tão tradicional como o nhoque, mas o objetivo da pesquisa em alimentos é aliar a tradição culinária de um produto milenar com as necessidades da moderna legislação de alimentos, sem esquecer a necessidade de tornar esse tipo de massa fresca mais econômica e e acessível a uma grande fatia de consumidores, tanto em nível doméstico como no food service”, acrescenta.

Segundo Vezzani, os Gnocchi Milano mantêm as “características de paladar, maciez e facilidade de preparo” dos tradicionais nhoques italianos.

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